sábado, abril 04, 2026

QUEIMA DO JUDAS

Em 2015, foi publicada uma postagem sobre a tradicional “Queima do Judas” em Itaúna — uma prática que marcou gerações e integrou o calendário cultural da cidade. 

Passados alguns anos, revisitar esse conteúdo é também revisitar a memória coletiva. A “Queima do Judas”, comum em diversas regiões do Brasil no contexto do Sábado de Aleluia, está ligada simbolicamente à figura de Judas Iscariotes, associada à tradição cristã.

No entanto, seu significado ultrapassa o campo religioso.

Mais do que um rito simbólico, essa prática se consolidou como uma manifestação da cultura popular, marcada pela participação coletiva, pelo humor e, em muitos casos, pela crítica social. Em diferentes épocas, a figura do “Judas” representava personagens públicos ou situações do cotidiano, funcionando como uma forma de expressão social e cultural das comunidades.

A imagem utilizada nesta publicação é inspirada na fotografia original da década de 1908, que retrata a Praça da Matriz de Itaúna/MG, importante registro da memória local. A igreja ali existente, posteriormente demolida em 1934, remete a um contexto histórico no qual práticas como a “Queima do Judas” possivelmente ainda integravam o cotidiano da cidade, ao menos nas primeiras décadas do século XX.

Hoje, essa tradição já não aparece com a mesma força em muitas localidades, o que torna ainda mais importante preservar esses registros. Mais do que uma simples encenação, tratava-se de uma prática que revelava valores, tensões e formas de sociabilidade de seu tempo.

  Relembre a postagem original de 2015: 



A imagem utilizada nesta publicação foi gerada por IA (Inteligência Artificial), sendo inspirada na fotografia original da década de 1908, que retrata a Praça da Matriz de Itaúna/MG, importante registro da memória local.

Organização: Charles Aquino