terça-feira, setembro 19, 2017

ITAUNENSE "QUEBRA COCO"


Evandro Coutinho, filho do dr. Lima Coutinho tinha apelido de "Pança”. Aliás na casa, praticamente todos tinham apelido e todos eram bons de bola. Exceto as moças. Creio que eram duas.
Dos dois mais velhos, pouco me lembro. Um deles era médico, casado com uma americana do Norte. Consequência da especialização feita na terra de Tio Sam. O outro era advogado. Foi secretário de Estado de Segurança Pública. Chamava-se Rômulo. Depois vinha o Marco Elísio. Trabalhava na Prefeitura. Bom de bola, tinha o apelido de Ming. Logo em seguida, o Juarez, bancário e goleiro conceituado. Apelido: Xeca. Abaixo do Juarez era o Jairo. Bom de bola. Atacante perigoso. Não tinha apelido. O caçula era o Elder. Mais ou menos de minha idade. Sofrível no futebol. Apelido: Tibinha.
Evandro foi estudar Agronomia em Viçosa. Foi lá que " engenhou" a sua invenção. Uma máquina de quebrar coco babaçu, movida a tração animal. Cheguei a ver um protótipo, fundido em ferro gusa. Funcionava, mas não logrou êxito comercial. Afinal, babaçu só no Nordeste de Brasil. Era mais barato pagar as mulheres quebradeiras de coco do que comprar a máquina do Pança. Restou-lhe o apelido que ganhou na Escola de Viçosa: "Quebra Coco".
Quanto ao futebol, os Coutinho tinham um campinho na enorme casa da rua Arthur Bernardes. Estive lá muitas vezes.


*Urtigão (desde 1943) é pseudônimo de José Silvério Vasconcelos Miranda, que viveu em Itaúna nas décadas de 50 e 60. Causo verídico enviado especialmente para o blog Itaúna Décadas em 07/09/2017.
Acervo: Shorpy


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