domingo, maio 21, 2017

ITAUNENSE EM ÓRBITA PARTE 5

AS LUAS DE JÚPITER: ICARUS DREAM

Uma espécie de estaleiro foi construído no espaço junto à estação espacial. Nele está a nave que nos levará rumo a Júpiter. A “Icarus Dream” é muito grande. Ela é redonda pois gira em volta de um eixo central para gerar uma força centrífuga. Essa força faz o papel da gravidade, pois sem ela seria muito difícil fazer uma viagem tão longa. Na estação espacial, a força da gravidade é um pouco menor que na superfície da Terra, porém, como estamos girando em volta da Terra, a força centrífuga faz com que a gravidade aqui dentro seja zero. Então, flutuamos deliciosamente e algumas vezes desastrosamente por aqui.
Ah! O espaço sideral! Estou em um lugar que só nos sonhos eu acreditava poder estar. De um lado, vejo a terra, distante, azul e linda. Pelo outro lado, vejo um caminho chamado Via Láctea, por onde em breve vou seguir por uma ruazinha, pequenina até Júpiter. Pequena diante da vastidão do universo, mas grande diante do pouco que somos. Vários astronautas estão lá fora dando os últimos retoques na nave. Já se acostumaram com esse ambiente. Eu não. Ainda estou perplexo, inseguro, mas maravilhado com esse momento, com essa minha escolha insana.
Icarus Dream, a nave, tem 1 km de diâmetro e mais ou menos 3,5 km de circunferência. É muito grande. No centro está a área de acoplagem de outras naves e de entrada e saída. O centro não gira, mas é lá que está o reator nuclear que vai suprir a nave de energia e assegurar a rotação que vai causar o efeito de gravidade. A parte giratória é recoberta por uma espécie de cápsula que também não gira. Essa cápsula vai proteger contra as intempéries do espaço. Com um propulsor principal, na parte de trás, tem também propulsores secundários em pontos ao seu redor. Esses farão com que a nave faça movimentos nas várias direções.
Entre a parte giratória da nave e o centro existem 10 naves menores. Elas são capazes de pousar em solo. Chamadas de Dream 01, Dream 02, sucessivamente, elas comportam 20 pessoas. Podem também servir para uma possível fuga de emergência. São elas que farão a exploração das luas de Júpiter. A nave principal, “Icarus Dream”, não tem capacidade de pouso, nem grandes aproximações de planetas e luas. Funciona como nave mãe, enquanto as menores funcionam como exploradoras.

Adilson Nogueira



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